Santo Graal – O que é, história, representatividade e paradeiro

Já ouviu falar no Santo Graal? Embora seja improvável que você nunca tenha ouvido falar no assunto, ele consiste em uma das principais lendas da idade Média o Santo Graal. Isso porque, segundo a crença popular, o Santo Graal é o cálice utilizado por Jesus Cristo durante a Última Ceia.

Basicamente, as histórias afirmam que este é o cálice que Jesus Cristo usou para consagrar o vinho. Além disso, o mesmo recipiente teria sido usado por José de Arimateia para recolher o sangue e a água resultantes da lavagem do corpo de Jesus depois da crucificação. Por isso, se tornou uma lenda tão sagrada.

Assim sendo, alguns também acreditam que após utilizar o cálice, José de Arimateia o levou para as ilhas britânicas. Pois, assim ele ficaria protegido. A lenda, aliás, vem exatamente da parte em que, tempos depois, rei Artur e seus cavaleiros tentam encontrar a relíquia sagrada.

Inclusive, a história do Santo Graal surgiu por volta do século XII. Alguns acreditam que ela tenha se originado, mais exatamente, no País de Gales. Portanto, levou certo tempo até que ela se popularizasse pela Europa medieval. Aliás, foi só depois disso que ela ganhou elementos das lendas arturianas e influências célticas.

No mais, esse cálice ainda é um objeto de estudos nos dias atuais. Pois, algumas igrejas na Europa reivindicam estarem com o Santo Graal. Porém, esses supostos cálices sagrados são objetos impossíveis de serem comprovados como verdadeiros, ou não.

Lenda do Santo Graal

Santo Graal- Que tipo de relíquia é, representatividade, história + origens
Fonte: Super Interessante

A priori, a lenda do Santo Graal atribui poderes divinos ao cálice sagrado usado por Jesus Cristo. Inclusive, alguns historiadores acreditam que o mito sobre uma vasilha mágica, criado pelos celtas, na Antiguidade; tenha sido o principal fator de inspiração para essa lenda.

Portanto, a história toda pode ser uma versão medieval de um mito, o qual surgiu antes da Era Cristã. E, de acordo com os registros pioneiros da literatura, a fusão entre a mitologia celta e a ideologia cristã ocorreu no século 12. Inclusive, foi exatamente neste período que surgiram os primeiros burburinhos sobre o Graal.

Vale destacar que o escritor pioneiro no assunto foi o francês Chrétien de Troyes. Basicamente, ele utilizou essa lenda para motivar as aventuras do rei Artur na Inglaterra medieval. Logo após, vários outros autores passaram a reforçar a ligação entre os mitos do cálice e de Artur.

Contudo, apesar de várias referências cristãs e várias histórias sobre a lenda, ela não é unanimidade nem mesmo dentro da Igreja Católica. Pelo menos não nos dias de hoje.

Aliás, para os muitos de seus representantes, o cálice da Santa Ceia tem o valor simbólico da celebração da eucaristia. E, certamente, seu suposto poder mágico é só um mito. Até porque essa relíquia cristã jamais foi encontrada de fato.

Influências e origens do Santo Graal

Paganismo

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Fonte: Doce medo

Existe uma corrente que acredita que o Santo Graal, na verdade, se trata de uma tigela redonda. Sobretudo, essa lenda tem origens e influências das culturas e das lendas celta. Já que eram esses povos que habitavam as Ilhas Britânicas e parte da Europa Central.

Basicamente, os celtas eram povos que acreditavam em poderes mágicos. Inclusive, para eles, existia um caldeirão capaz de fornecer comida e bebida infinitamente, e também vigor e vida para as pessoas. De modo geral, para os historiadores, essa visão dos celtas foi de extrema importância para a construção da primeira história que cita o Graal.

Cristianismo

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Fonte: Formação Canção Nova

A princípio, tudo se iniciou com o escritor francês, o qual já citamos aqui. Basicamente, ele foi o responsável por dar início à história do Graal no cristianismo. Inclusive, em seu conto, o personagem principal, Percival, está em busca de um objeto sagrado.

Vale destacar que, na história do francês, o Santo Graal, na verdade, não se tratava do cálice e sim de uma tigela. Por isso, muitos associaram a história do Graal com os povos celtas. Assim sendo, com o sucesso da história do francês, outros escritores escreveram sobre esse tema.

Aliás, todas as histórias mesclavam a lenda do Santo Graal com a história do Rei Artur, e ainda com um apelo religioso. Assim sendo, o Graal se tornou um objeto sagrado, mas sem forma definida. Ou seja, o Santo Graal, ou é uma tigela, ou um cálice, ou um objeto indefinido.

Onde está o verdadeiro Santo Graal?

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Fonte: BBC

A priori, como você já deve ter percebido, a lenda do Santo Graal realmente continua como uma incógnita para os historiadores. Até porque faltam evidências documentais sobre ela.

Contudo, a Catedral de Valência, na Espanha, alega atualmente possuir o verdadeiro Santo Graal. E essa não é a única igreja a reclamar a posse da relíquia. Por exemplo, a Basílica de Santo Isidoro, também na Espanha, já mencionou o assunto publicamente.

Consequentemente, essa história se complica ainda mais. Até porque o Santo Graal, há séculos, é um dos tesouros mais procurados pela humanidade. Ou seja, no final, todos querem se apropriar dele.

Mas, voltando ao suposto paradeiro do cálice, a história da Catedral de Valência é, hoje em dia, a mais conhecida. Inclusive, ela recebe inúmeros turistas justamente por afirmar ser a possuidora dessa relíquia. Aliás, até mesmo os papas João Paulo II e Bento XVI já usaram o famoso cálice da Catedral de Valência em cerimônias.

De modo geral, a explicação de como o cálice saiu de Jerusalém e está hoje na Espanha, na Catedral mencionada, é bastante plausível. A Catedral conta que o cálice foi levado a Roma por São Pedro, depois enviada para Huesca, na Espanha. E isso aconteceu por conta da perseguição aos cristãos durante o Império Romano.

Então, no século XV, o rei Afonso, o Magnânimo; teria assumido o trono de Aragão e doado o Santo Graal para a Catedral de Valência. Inclusive, de acordo com eles, o cálice ficou durante um bom tempo em Huesca. Mas, claro, tudo isso nunca foi comprovado como verídico.

Curiosidades

Santo Graal- Que tipo de relíquia é, representatividade, história + origens
Fonte: História do mundo
  • A história do Santo Graal mesclou-se com os Templários na mentalidade popular. Isso ocorreu por meio de uma obra acadêmica de um estudante austríaco, chamado Joseph von Hammer-Pugstall. Nessa obra, Hammer-Pugstall afirmava que o Graal era utilizado para fins satânicos pelos cavaleiros templários.
  • No começo do século XX, acreditava-se que o Cálice de Antioquia fosse o Santo Graal. Mas, novos estudos concluíram que se tratava apenas de uma lâmpada a óleo.
  • O Santo Graal esteve presente em obras do cinema como “Monty Python, em busca do cálice sagrado”. E também em Indiana Jones e a última Cruzada.
  • Na literatura, o Santo Graal esteve presente, por exemplo, no Código da Vinci, de Dan Brown.
  • No século XIX, a Ordem Hermética da Aurora Dourada acreditava que as histórias do Santo Graal escondiam segredos da fé cristã.
  • Na Inglaterra, de acordo com as lendas medievais, muitos acreditavam que o Santo Graal foi levado para lá por meio de José de Arimateia.
  • A partir do século XVI, a lenda do Santo Graal perdeu força em alguns locais da Europa por conta da Reforma Protestante.
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