Principais ocorrências das armas químicas na história

Como já foi dito anteriormente, as armas químicas já foram utilizadas diversas vezes ao longo da história da humanidade. Na maioria das vezes, essas armas são utilizadas com o objetivo de combater oponentes em guerras e conflitos.

Em síntese, já na antiguidade os homens conheciam algumas substâncias que podiam ser utilizadas como armas químicas. Essas substâncias podem ser naturais ou criadas em laboratórios.

A seguir, apresentamos quatro armas químicas que já foram utilizadas na história da humanidade, bem como seu contexto histórico.

1- Flechas e espadas envenenadas

O conhecimento do ser humano acerca da botânica permitiu que muitas plantas venenosas fossem utilizadas para o mal. Em resumo, venenos eram extraídos de plantas e frutos e então eram usados para envolver flechas e espadas.

Armas químicas- definição, perigos e ocorrências na história
Tipo de flecha envenenada. Fonte: Fatos desconhecidos

Povos antigos, como gregos e romanos, já conheciam essa técnica. Além das flechas e espadas, que já são perigosas, o veneno deixava os apetrechos ainda mais letais. A planta conhecida como hellerbore foi uma das mais utilizadas. Até mesmo quem a coletava, acabava se intoxicando e morrendo.

No entanto, nem só plantas eram utilizadas para envenenar armas. Alguns relatos históricos mostram que em 326 a.C., o exército do conquistador Alexandre, o Grande foi surpreendido com um ataque da população de Harmatelia. Os cidadãos revestiam suas espadas com veneno mortal.

Acredita-se que esse veneno era retirado de cobras e usado para revestir as espadas. Bastava um arranhão para que as vítimas começassem a sentir os efeitos. Além disso, no organismo, a toxina podia causar alucinações, vômito e convulsões, podendo levar à morte.

2- Gás mostarda

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Fonte: Universidade da Química

O gás mostarda é um composto químico que, em contato com a mucosa,  pode causar irritação e ardência. Ele recebeu esse nome porque seu cheiro se assemelha à mostarda, além da cor ser amarela. Essa substância não existe na natureza. Ela foi criada na Inglaterra, mas passou a ser fabricado em larga escala na Alemanha.

Além disso, os efeitos desse gás no corpo são quase imediatos. Ao entrar em contato com o gás mostarda, as pessoas sentem ardência nos olhos e no nariz e surgem bolhas na pele. Essa arma química pode causar também cegueira temporária. Se inalado em grandes quantidades, pode matar.

Enfim, esse gás foi utilizado na Primeira Guerra Mundial. Outro conflito que utilizou essa arma química foi a guerra civil na Etiópia, em 1936.

3- Sarin

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Fonte: Terra

O sarin é uma substância extremamente tóxica que pode ser utilizada na forma líquida ou gasosa. Tanto uma como outra atacam o sistema nervoso central da vítima e pode levar à morte em pouco tempo. Os sintomas da substância no corpo são: salivação, suor em excesso, ardência.

O sarin é ainda mais perigoso, pois pode ser utilizado em mísseis, misturado à outras substâncias tóxicas. Essa substância é sintética e foi criada em 1944, por Gerhard Schrader, um químico que, inicialmente, fazia experimentos para criar um inseticida.

Desde a Segunda Guerra Mundial, o sarin foi utilizado em muitos conflitos, inclusive na contemporaneidade. Em 2013, a Síria foi acusada de usar a substância em pessoas consideradas opositoras do governo.

Esse gás ataca uma enzima presente no corpo chamada acetilcolinesterasa e, consequentemente, limita os movimentos musculares. Isso é extremamente perigoso, pois pode paralisar o pulmão e o coração, levando a vítima ao óbito.

4- Pó de calcário

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Fonte: Fatos desconhecidos

Uma prática comum entre os povos antigos era utilizar gases e fumaças tóxicas em conflitos. Esses gases deixavam os oponentes desnorteados, além de causar irritação e ardência nos olhos.

O pó de calcário era uma das substâncias utilizadas, como uma espécie de gá lacrimogêneo. No passado, os chineses colocavam esse pó em carros puxados por cavalos e pulverizavam a substância nos inimigos de guerra.

5- Cloreto de Cianogênio

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Fonte: História de Tudo

Essa substância é considerada um agente sanguíneo. Isso significa que ao inalar esse gás ou similares, as hemoglobinas da vítima não conseguem mais transportar oxigênio. O resultado é a morte quase imediata.

Essa foi mais uma arma química utilizada durante a Primeira Guerra Mundial. Os franceses utilizaram essa substância para revidar um ataque da Alemanha, também feito com armas químicas. Estima-se que durante o conflito, 100 mil pessoas, de várias nacionalidades, morreram somente por causa dos gases tóxicos como o cloreto de cianogênio.

6- Agente laranja

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Ação do agente laranja em floreta do Vietnã. Fonte: El País

O agente laranja é um tipo de arma química conhecida como desfolhante. Esse nome se deve ao fato de que a substância derrete as folhas das árvores. A tática de desfolhar a vegetação ajudava com que soldados enxergassem inimigos que pudessem estar escondidos em meio à vegetação.

No entanto, o agente laranja não provoca reações apenas nas folhas das árvores. A substância é um herbicida, ou seja, utilizado para matar ervas daninhas em plantações, mas que acabou destruindo florestas inteiras durante a Guerra do Vietnã.

O agente laranja foi inventado nos Estados Unidos, no final da Segunda Guerra Mundial, como herbicida. No entanto, durante a Guerra do Vietnã, a substância foi usada como desfolhante de modo desenfreado. Além de destruir plantações, essa arma química causa queimaduras na pele, intoxicações e a longo prazo é responsável por vários tipos de câncer e deformações corporais.

7- Fosgênio

Ao contrário da maioria das outras armas químicas, o fosgênio demora a mostrar seus efeitos no organismo humano. Apenas 24 horas depois de ser inalado é que ele começa à agir no organismo.

O gás se mistura à água presente nos tecidos do organismo humano, e essa junção gera o ácido clorídrico. Altamente corrosivo, esse ácido dissolve a membrana do pulmão e compromete a capacidade respiratória da vítima.

Esse gás também foi utilizado na Primeira Guerra Mundial. No entanto, estima-se que atualmente, países como Coréia do Norte, Egito e Irã produzem secretamente esse gás.

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