População portuguesa com glifosato no organismo

A possibilidade de todos nós estarmos “envenenados” por glifosato é bastante alta, segundo um estudo elaborado pela Universidade Católica Portuguesa.

O estudo foi agora publicado na revista científica “Environmental Toxicology and Pharmacology”, e destinou-se a despistar os indicadores recolhidos e divulgados em 2016 cujos valores eram muito altos.

A recolha e tratamento das amostras foi feita em dois tempos e utilizando métodos diferentes. Na primeira ronda de testes, 28% e 50% dos participantes apresentaram níveis detetáveis de glifosato.

Na segunda ronda, 73% e 97% dos participantes apresentaram níveis detetáveis de glifosato. Ainda que se trate de um estudo-piloto, os investigadores afirmam que o nível de percentagem de participantes onde a substancia foi detetada são, efetivamente, superiores a estudos realizados noutros países, como a Irlanda e a Alemanha.

A grande maioria dos municípios portugueses continua a utilizar esse herbicida químico para a monda de ervas em passeios e espaços públicos, apenas porque se trata de um método mais prático e que ocupa menos mão-de-obra. As consequências para a saúde pública não têm sido apreciadas numa equação meramente economicista.

Segundo a mais recente contagem a que tivemos acesso, Mafra e Cascais são os únicos municípios da Área Metropolitana de Lisboa que baniram já o uso do glifosato e o panorama é igualmente desolador no resto do país.

Cascais anunciou há cerca de um ano a substituição do glifosato por ácido pelargónico, no controlo de ervas em passeios e caminhos no meio urbano. O ácido pelargónico é uma substância de origem natural, extraída de plantas, e comum na natureza, eficaz no controle de infestantes.

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