O que não fazer no Porto

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Todas as cidades têm a sua lista de actividades obrigatórias, e o Porto não é excepção, especialmente agora, no furacão do boom turístico.

Contudo, se faz parte daquele grupo de pessoas que 1) procura uma experiência típica e tranquila, 2) não gosta de aguardar horas em fila pela sua vez e 3) está disposto a levar na bagagem de regresso mais do que o obrigatório recomendado, vai querer ler este artigo.

Antes de ler este artigo: você já tem alojamento na cidade? Se não tiver, descubra onde ficar no Porto, quais os melhores bairros e dicas dos melhores hotéis e apartamentos.

O que não fazer no Porto

Um conjunto de soluções alternativas a tudo o que é indispensável. Venha daí!

O que não fazer no Porto: visitar o Café Majestic

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© Moutinho

O Café Majestic é um local de referência na cidade do Porto pela sua antiguidade (abriu portas na década 20), requinte e luxo.

Inspirado na Belle Époque francesa, foi palco de encontros e tertúlias entre as mais diversas personalidades da vida cultural e artística do Porto. Hoje, permanece um dos exemplos mais representativos da Arte Nova na cidade e um testemunho desse passado.

No entanto, se não pretende aguardar em fila a sua vez ou se prefere evitar preços acima da média, é definitivamente uma das coisas a não fazer no Porto.

O que fazer em vez disso: substitua uma visita ao Majestic por uma visita ao Café Guarany.

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Fundado em 1933, e com uma localização privilegiada nos Aliados–o hall de entrada da cidade -, o Café Guarany conserva muito do seu aspecto original e pratica um serviço de excelência.

No passado, foi um ponto de encontro de intelectuais e homens dos negócios, que ali trocavam ideias e firmavam acordos e compromissos, sempre acompanhados pelas melodias de uma orquestra residente.

Também conhecido como o Café dos Músicos, são vários os serões em que poderá desfrutar de música ao vivo enquanto se delicia com as suas especialidades.

O que não fazer no Porto: visitar a Livraria Lello

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© Martha de Jong-Lantink

A Livraria Lello é um ex-libris da cidade do Porto e tem sido reconhecida como uma das mais belas livrarias do mundo por diversas entidades e personalidades. Além disto, está fortemente associada ao imaginário da saga Harry Potter, pois a sua escadaria serviu de inspiração à autora para criar a Flourish and Blotts.

Dito isto, a Livraria Lello não serve mais a sua função original de livraria, dado a entrada estar sujeita a um pagamento e à devida espera em fila. Tornou-se, também, um ponto de merchandising  de excelência para tudo quanto que se relacione com a estória do menino que sobreviveu.

Portanto, se é um fã incondicional de Harry Potter, visite. Se tem um interesse especializado em arquitectura, visite, pois é seguramente um dos edifícios mais emblemáticos do neogótico Portuense. Se não preencher nenhum destes requisitos, visitar a Livraria Lello é definitivamente uma das coisas a não fazer no Porto.

O que fazer em vez disso: visite um dos alfarrabistas do Porto.

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Para os amantes de livros, que procuram mais que livrarias comerciais ao virar de cada esquina, recomendo vivamente uma visita a alguns dos alfarrabistas do Porto. Deixe-se levar pelo encanto dos livros antigos, usados, e pela história que habita cada um desses locais. Mais, se quiser levar uma recordação fora do habitual, saiba que nalguns deles encontrará verdadeiras pechinchas.

O que não fazer no Porto: não se deixe ficar pelos azulejos de São Bento

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© Nuno Cruz.

Visitar o interior da estação de São Bento é um essencial, e não um “o que não fazer no Porto” puro. Os azulejos que a revestem são uma autêntica enciclopédia de vários momentos-chave da nossa história. No entanto, recomendo que esteja atento e se lance na descoberta de outros painéis de igual beleza e importância.

No entanto, não se deve ficar limitar a visitar a estação, porque há imensos painéis de azulejos espalhados pela cidade.

Por exemplo, suba a mítica 31 de Janeiro –não se assuste com a aparente subida íngreme -mesmo ao lado da estação de São Bento, e encontrará a Igreja de Santo Ildefonso, cujos azulejos partilham autoria com aqueles da estação. Aí, já estará a dois passos da histórica Rua Santa Catarina. Se a percorrer, quase que tropeçará na Capela das Almas, cujas fachadas são, claro, em azulejo.

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Pessoalmente, não posso deixar de recomendar uma visita à Igreja do Carmo, na intersecção de locais emblemáticos como a Rua de Cedofeita e a Praça dos Leões, e sob o olhar atento dos Clérigos. É uma igreja barroca, do século XVIII, com a típica talha dourada no interior. No exterior, encontra-se uma notável fachada em azulejos, que foi a minha iniciação a este elemento tão característico da cidade.

O que não fazer no Porto: subir a Torre dos Clérigos

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© Sean Munson

A Torre dos Clérigos, a par das pontes, é uma imagem postal do Porto. A vista sobre a cidade é deslumbrante, mas não é a única. Se tem os dias contados, não há qualquer necessidade em gastar dinheiro para subir os 225 degraus. É assim, uma das atividades a não fazer no Porto. 

Visite somente a Igreja, ao meio-dia, e terá direito a um concerto gratuito de órgão de tubos, que se tornará numa experiência diferente para contar aos seus amigos.

O que fazer em vez disso: a cidade do Porto é abundante em miradouros oficiais e despropositados, e não tem de se esforçar muito para encontrá-los.

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© Porto Convention and Visitors Bureau

Um dos mais conhecidos fica localizado na Sé do Porto, onde terá à sua disposição perspectivas diversas sobre a cidade. Atravesse a ponte Luiz I, cuja entrada está mesmo ao lado da Sé, e desfrute da da vista sobre o Porto (em especial a zona da Ribeira) a partir do Jardim do Morro. Se ainda não estiver satisfeito, suba à Serra do Pilar (mesmo ao lado).

Noutro ponto da cidade, deambule pelos Jardins do Palácio de Cristal, um ponto também ele essencial, e desfrute da vista sobre o rio Douro. O Jardim das Virtudes, não muito longe dos Clérigos, é também um ponto excelente, especialmente ao pôr-do-sol.

O que não fazer no Porto: compras na Rua Santa Catarina

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A Rua Santa Catarina é uma das mais emblemáticas da cidade do Porto. É aqui que encontrará o Café Majestic –se o quiser mesmo visitar –ou a Capela das Almas. Contudo, a par destas atracções, encontrará todas aquelas lojas que, provavelmente, até terá na sua cidade, como a Zara. Percorra a Rua de Santa Catarina, mas não compre.

O que fazer em vez disso: visite outras ruas históricas, como Cedofeita, ainda repleta de diferentes lojas de retalho tradicionais, entre vários novos cafés e restaurantes, e esteja atento aos vários mercados de rua.

Nestes mercados encontram-se artigos em segunda mão e artesanato, normalmente com bancas de comida e música à mistura. Encontrará objectos diferentes e únicos, além de vivenciar uma atmosfera mais íntima e corriqueira, à moda dos locais. Um dos meus favoritos é o Porto Belo, que acontece todos os sábados, mesmo à porta de Cedofeita.

O único senão da maioria deles é acontecerem exclusivamente em determinados dias e horas, mas vale a pena estar atento.

O que não fazer no Porto: apanhar o elétrico 1

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Escrevemos inúmeras vezes sobre apanhar o elétrico 1, mas isso foi na altura em que passear de elétrico ainda não era uma atividade extremamente popular no Porto.

Infelizmente, se hoje em dia quiser dar um passeio nesse elétrico em particular terá de enfrentar uma fila de espera que se alonga em frente à Igreja de São Francisco, às vezes por horas e horas.

E, quando chegar a sua vez, irá viajar encafuado num elétrico cheio até às costuras, como sardinhas numa lata. Não é muito agradável.

O que fazer em vez disso: tenho duas soluções para si. Se realmente quiser andar de elétrico, existem outras duas linhas menos procuradas – leia o nosso artigo sobre as linhas de elétrico Porto para descobri-las.

Se realmente quiser fazer o percurso da Ribeira até à Foz, sugiro que simplesmente apanhe o autocarro 500. É mais barato, mais conveniente e as vistas são exatamente as mesmas.

O que não fazer no Porto: utilizar o funicular dos Guindais

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O funicular dos Guindais faz a ligação entre a Batalha e a Ribeira. Não há nada de errado com a sua utilização. Na verdade, recomendo-a se tiver o tempo muito contado, estiver cansado ou tenha dificuldades de mobilidade.

Contudo, passo a explicar porque razão é não o deve fazer no Porto, pelo menos nos dois sentidos. É uma viagem muito curta e cara para o efeito, sendo que as vistas também não são particularmente interessantes.

O que fazer em vez disso: aventure-se pelas escadarias dos Guindais ou do Codeçal, que escaparam à erosão do tempo, sendo hoje a prova viva de um Porto antigo e típico, que ainda persiste.

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© Gail At large.

Desça as escadas e perca-se nas cenas do dia-a-dia, na cor da roupa estendida, nas formas geométricas e nos inesperados exemplos de arte urbana (designadamente, no Codeçal). Conquiste a Ponte D. Luiz Ia cada passo, a cada ângulo. Regresse a casa com segredos do Porto, daqueles a sério, que não se contam a ninguém.

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