Novo Banco: Bloco de Esquerda acusa a Lone Star de ser “um fundo abutre”

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A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, considera a Lone Star, a dona do Novo Banco, “um fundo abutre”.

“Os argumentos, um a um, foram caindo”, escreveu Catarina Martins. “Afinal, como o Bloco sempre disse, reprivatizar não é solução barata, a Lone Star é um fundo abutre, a garantia pública existe e está ser usada nos valores máximos e continuar a pagar sem auditoria não é obrigação contratual”, apontou Catarina Martins.

Por sua vez, a deputada do Bloco de esquerda Mariana Mortágua decidiu recordar que “da última vez que o ministro Leão esteve na AR [Assembleia da República] perguntei se podia garantir que compradores secretos de ativos não estavam ligados à Lone Star. Respondeu, como o BDP e o FdR dizem há anos, que havia mecanismos de fiscalização. Onde estão?”

Em causa está a notícia avançada pelo Jornal Público, a 28 de julho, sobre um fundo das ilhas Caimão comprou imóveis do Novo Banco com crédito do mesmo. Segundo a informação revelada pelo matutino, o banco vendeu, em 2018, uma carteira de ativos imobiliários — 5.552 imóveis e 8.719 frações — a cinco sociedades imobiliárias portuguesas por 364 milhões de euros, abaixo do valor contabilístico de 631 milhões de euros, tendo o Fundo de Resolução colmatado parte das perdas com a operação, com uma injeção de 260 milhões de euros.

O Novo Banco defendeu-se e garantiu, em comunicado, que “esta operação não teve qualquer custo direto para o Fundo de Resolução porque a generalidade dos imóveis não estão cobertos pelo mecanismo de proteção de capital. Refira-se mesmo que para a totalidade dos imóveis protegidos até dezembro de 2019, o banco tinha obtido para o Fundo de Resolução uma mais valia de dez milhões de euros que reduzia às perdas noutros créditos”

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