Marques Mendes elogia Carlos Costa pelos “momentos de coragem” contra o “polvo do BES”

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Marques Mendes elogiou Carlos Costa por “três momentos de coragem que se está para ver quem mais teria” num momento em que a acusação do Ministério Público a Ricardo Salgado e outros arguidos pelo colapso do Banco Espírito Santo (BES) “vem dar-lhe razão”.

No seu espaço de comentário no “Jornal da Noite” da SIC deste domingo, o advogado e ex-presidente do PSD salientou que o governador do Banco de Portugal durante a última década merece elogios por ter proibido o BES de continuar a financiar o Grupo Espírito Santo, por ter “corrido” com Salgado da presidência do banco e por ter impedido que fosse substituído por Morais Pires, “que era o seu homem de mão”.

Analisando o documento apresentado pelo Ministério Público na semana passada, Marques Mendes disse que se trata de “uma acusação sólida, consistente e bem fundamentada”, acrescentando que “vai ser muito difícil não haver condenações”. Apesar de nada haver de “substancialmente novo” no processo, destacou a forma como é descrito “um grande polvo no universo Espírito Santo, com aparência de grande respeitabilidade mas cheio de tentáculos”.

Mesmo os seis anos entre os factos e a acusação foram considerados aceitáveis pelo comentador, apontando ao Ministério Público atenuantes como a “complexidade brutal” do processo e a necessidade de colaboração de autoridades estrangeiras “que demoraram muito a colaborar”.

Quanto a Ricardo Salgado, que conduziria uma célula secreta “à margem da família e do conselho de administração”, Marques Mendes disse que “deu cabo da reputação da família Espírito Santo” e “contribuiu para agravar a má reputação da banca”. Mas previu que entre instrução, julgamento e recursos, o processo no qual o ex-presidente do BES responde por 65 crimes poderá demorar “sete ou oito anos” a resolver-se.

Também elogiados pelo comentador da SIC foram o ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho por ter recusado que a Caixa Geral de Depósitos financiasse o BES – “poucos primeiros-ministros do PS ou PSD teriam essa coragem”, disse -, José Maria Ricciardi por ser “a única pessoas no seio da família que denunciou e enfrentou” Ricardo Salgado e o já falecido Pedro Queiroz Pereira por ter iniciado a contestação ao financiamento do GES através da descapitalização do BES.

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