Jardins suspensos da Babilônia eram reais? História e suposta localização

Quando pensamos em jardim, logo visualizamos uma estrutura no solo. Apesar disso, há muitos anos atrás, existiram os chamado jardins suspensos da Babilônia. Estes, na verdade, se tratavam de estruturas de jardins construídas em terraços de uma única construção.

Por mais que não existam registros históricos reais de sua existência, os jardins suspensos da Babilônia chamam muita atenção dos historiadores. Desta forma, eles são considerados uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo. Além de ser um grande mistério para arquitetos e pesquisadores.

Tais jardins são associados ao Império da Babilônia. Portanto, estavam ligados à arte, literatura, sabedoria, horóscopo e astronomia. Porém, na visão Assírica, tais construções eram vinculadas também a guerras e soldados.

Apesar disso, historicamente, sua função era deixar a cidade mais bonita. E, sobretudo, servia como uma espécie de parque, onde os cidadãos  da Babilônia passeavam.

A história dos jardins suspensos da Babilônia

Os jardins suspensos da Babilônia foram construídos, supostamente, por ordem de Nabucodonosor, rei da Babilônia, no século VI a.C. A obra, aliás, é considerada uma das principiais construções arquitetônicas produzidas pelo monarca. Além disso, tais jardins eram compostos por 6 terraços em forma de andares.

Alguns registros antigos, inclusive, diziam que existiam passagens do palácio de Nabucodonosor para os jardins. Ademais, os jardins suspensos da Babilônia teriam sido construído por conta de sua esposa preferida, Amitis, que afirmava sentir falta da sua terra natal. Segundo a história, a mulher vinha da chamada Terra Média, que possuía belos campos e florestas.

Jardins suspensos da Babilônia - o que foram e porque foram criados
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Assim, cada andar possuía belos jardins botânicos, com árvores frutíferas e esculturas de deuses que eram cultuados por todo o império. Além de cascatas e piscinas, que eram irrigadas por meios de sistemas fluviais, com poços de até 23 metros de altura. Tudo isso era possível porque os jardins se localizavam próximo ao rio Eufrates.

Para sustentar toda essa grande estrutura, a construção contava com colunas com cerca de 100 metros. Além de tijolos revestidos de betume e chumbo, para isola-los da água, já que pedras eram raras na extensão da Babilônia. Quem cuidava de toda a área para que ela permanecesse bonita eram os escravos, que enchiam piscinas e cascatas por meio de roldanas e baldes.

A descoberta da real localização dos jardins suspensos

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Como dito anteriormente, não existem registros arqueológicos sobre a existência dos jardins suspensos da Babilônia. Portanto, muitos pesquisadores e estudiosos o consideravam um mito. Mas, em 2013, a Dra. Stephanie Dalley, uma importante assirióloga da Universidade de Oxford, afirmou ter encontrado a tão importante obra arquitetônica.

Os jardins estavam, de acordo com ela, enterrados em Mosul, no Iraque. Além disso, afirmou que eles nunca foram descobertos pois foram construídos no por outro rei, bem como por outro povo, em outra localidade. Mais exatamente, em Nínive, e não na Babilônia. Ou seja, os tais jardins suspensos nunca foram babilônicos.

Ainda de acordo com Dalley, quem construiu a obra foi, na verdade, o monarca assírico Sennacheribe, há mais de 2.700 anos; e não Nabucodonosor. Sua afirmação foi baseada em escritas cuneiformes, durante o seu estudo de mais de 20 anos sobre a obra. A pesquisadora, aliás, é uma das poucas pessoas no mundo que são aptas a ler tais escrituras.

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