Hábitos tabágicos triplicam risco de depressão

Foto Pixabay

Há décadas que os médicos vêm alertando para os riscos do tabaco para a saúde. No entanto, as suas advertências centraram-se nos riscos físicos que os cigarros representam, tais como cancro do pulmão, doenças cardíacas, baixo peso à nascença, tensão arterial elevada, entre outros.

Sabe-se, agora, que há mais. É pelo menos essa a conclusão de um estudo realizado pelo Professor Hagai Levine, da Escola de Saúde Pública e Medicina Comunitária da Universidade Hebraica de Jerusalém – Hadasssah Braun que revela evidencias da relação entre Saúde Mental e hábito tabágico.

O estudo, publicado na PLOS ONE, contou com a participação dos colegas de Levine, da professora assistente Tatjana Gazibara da Universidade de Belgrado e da estudante de doutoramento Marija Milic da Universidade de Pristina.

Juntos, entrevistaram mais de 2.000 estudantes matriculados em universidades sérvias com diferentes ambientes sociopolíticos e económicos.

Os pesquisadores descobriram que os estudantes que fumavam tinham taxas de depressão clínica duas a três vezes mais elevadas. Especificamente, na Universidade de Pristina, 14% dos fumadores sofriam de depressão em oposição a 4% dos seus pares não-fumadores, e na Universidade de Belgrado os números eram de 19% e 11%, respetivamente.

Os investigadores descobriram ainda que independentemente da sua origem económica ou sociopolítica, os estudantes que fumavam também tinham taxas mais elevadas de sintomas depressivos e scores de saúde mental mais baixos.

“O nosso estudo vem-se somar ao crescente conjunto de evidências de que o fumo e a depressão estão intimamente ligados”, afirmou Levine. “Embora possa ser muito cedo para dizer que fumar causa depressão, o tabaco parece ter um efeito adverso na nossa saúde mental”.

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