Covid-19: Brasil deverá manter estímulos monetários extraordinariamente elevados – Banco Central

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O presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, disse hoje que o país deve manter os estímulos monetários “extraordinariamente elevados”, uma vez que a recuperação económica ainda não está consolidada.

Campos Neto considerou que alguns setores produtivos começaram a apresentar uma recuperação após a paralisação quase total das atividades entre março e junho, os meses mais difíceis da pandemia de covid-19 no país, mas esclareceu que isso não se aplica a todos.

“Há setores que foram os mais atingidos pelas medidas de isolamento social impostas para conter a pandemia, que ainda estão muito deprimidos”, disse o Presidente do Banco Central brasileiro, numa videoconferência realizada num evento da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos.

A paralisação causada pela covid-19 levou alguns bancos e organismos internacionais a projetar uma contração económica de até 14% para o Brasil este ano, mas essas projeções foram reduzidas em relação há dois meses, quando começou a recuperação.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) foi uma das entidades que reviu em baixa essas projeções e considerou esta semana que a queda do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2020 ficará em 5,8%, enquanto o Governo brasileiro, liderado pelo Presidente, Jair Bolsonaro, estima que a queda ficará em 4,7%.

Segundo Campos Neto, para conter a queda da economia é necessário que o Governo mantenha os estímulos monetários, fiscais e até sociais, que vão desde uma política de juros baixos até à extensão da ajuda à camada mais pobre da população que tem recebido um apoio de emergência.

Para conter os efeitos económicos da pandemia, o Brasil aprovou regras temporárias de isenção de impostos e aumentou os programas sociais, que ajudaram a evitar uma nova queda no consumo e na arrecadação de impostos durante a pandemia.

O Brasil é o país lusófono mais afetado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo, ao contabilizar o segundo número de mortos (mais de 4,9 milhões de casos e 147.494 óbitos), depois dos Estados Unidos.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão e cinquenta e um mil mortos e mais de 35,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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