Conheça a história dos Maias

Os maias formaram uma das grandes sociedades que habitaram na região conhecida como Mesoamérica, localizada em sua maior parte na América central.

Decerto, a civilização maia teve seus principais centros localizados na Guatemala e no México, mas vestígios dessa civilização também foram encontrados em El Salvador, Belize, Honduras etc. Estima-se que no início do século XXI esta região seja habitada por 6 milhões de maias.

Os maias são conhecidos por terem tido uma das mais sofisticadas civilizações pré-colombianas. Além disso, desenvolveram grandes cidades e tiveram conhecimentos avançados em áreas como a Matemática. Após 900 d.C., os maias entraram em decadência, e suas cidades esvaziaram-se.

“Maia” é um termo de denominação coletiva que incorpora povos que possuem alguma herança cultural ou linguística entre si. Ao mesmo tempo, envolve muitas populações com tradições particulares e identidades próprias.

Organização política dos Maias

Maias - Organização, economia e política
Fonte: Cyberclio

Os maias nunca formaram um império propriamente dito, pois organizavam-se em cidades-estados e eram governadas por um estado teocrático. Juntamente com as aldeias, formavam unidades políticas independentes, cada unidade com um grau de desenvolvimento próprio.

Decerto, cada cidade-estado possuía autonomia nas decisões políticas e religiosas e geralmente eram governadas por famílias. Ou seja, os Maias não construíram um império unificado, como os astecas e os incas. Então, por esse mesmo motivo, o povo Maia não conseguiam se unir em prol de objetivos comuns como as invasões dos povos vizinhos.

Decerto, em cada cidade – estado a autoridade e o poder eram exercidos em nome de um Deus. O chefe de governo das cidades era assessorado por um conselho e auxiliado por um conjunto de funcionários públicos responsáveis pela manutenção da ordem pública. Para exemplificar esse funcionários públicos podemos citar os chefes das aldeias, os chefes militares entre outros.

As cidades-estado maias praticavam o comércio entre si, mas os historiadores e arqueólogos também provaram que elas travavam guerras entre si. Essas guerras aconteciam, porque determinadas cidades sempre tentavam impor seu domínio sobre as cidades vizinhas.

Ao longo da história maia, algumas cidades conseguiram impor um certo domínio regional. Entre as cidades de destaque podemos mencionar Palenque, Tikal e Calakmul. A cidade de Chichen Itzá é apontada por alguns historiadores como uma cidade de cultura mista de toltecas e maias.

O rei chamado pelos maias de ajaw, era a autoridade máxima da cidade e era tido pelos súditos como uma manifestação dos deuses. O poder real era transmitido de maneira patrilinear. isto é, seguia a linhagem do pai. Apesar dessa linhagem patrilinear, o trono poderia ser ocupado por uma mulher nas seguintes situações: quando o rei nomeado não tivesse a idade suficiente ou se estivesse lutando na guerra.

Economia Maia

Maias - Organização, economia e política
Fonte: Slideshare

Inegavelmente, a economia Maia era baseada na agricultura. Cultivavam principalmente o milho, produto considerado sagrado, o algodão, o cacau e o agave. As técnicas utilizadas na atividade agrícola eram bastante primitivas. Além disso, eles desempenhavam outras atividades econômicas como a caça, pesca e artesanato.

O modo de produção era coletivo, o solo não era propriedade privada, teoricamente o Estado era o proprietário de todas as terras. Ou seja, todo membro da aldeia tinha o direito de usá-las e delas tirar o sustento. Entretanto, tinha a obrigação de pagar o imposto coletivo, cobrado pelo Estado.

Inegavelmente, a estado apropriava-se também da força de trabalho dos camponeses. Pois, obrigava-os a trabalhar gratuitamente na construção de palácios, templos e grandes obras de irrigação e represas.

Sociedade e cultura dos Maias

Maias - Organização, economia e política
Fonte: R7

Inegavelmente, a grandiosidade da sociedade maia foi construída com o trabalho de uma população controlada e disciplinada. Os maias possuíam uma sociedade hierarquizada. Ou seja, dividida em grupos sociais muito bem definidos, cada grupo com funções distintas.

O grupo mais numeroso da sociedade era dos camponeses. Decerto, o grupo dos sacerdotes, o mais poderosos, monopolizava a escrita e os conhecimentos científicos. Principalmente os conhecimentos da astronomia e da matemática.

Assim, existiam três camadas sociais bem definidas.

  • Família real: Era representada pelos reis e os ocupantes dos principais postos do governo e dos comerciantes.
  • Servidores do Estado: Responsáveis pela administração das cidades-estado e pelas funções religiosas. Por exemplo, os cobradores de impostos, os responsáveis pela defesa e os dirigentes das cerimônias.
  • Camponeses: Agricultores e os trabalhadores braçais, responsáveis pela agricultura e pelo abastecimento de sua cidade.

Decerto, os maias enxergavam o mundo como um local que funcionava de maneira cíclica. Isto é, em ciclos de fases que iriam repetir para sempre. Dentro dessa visão, possuíam um sistema duplo de calendário um calendário solar e um calendário sagrado. O primeiro era conhecido como haab e possuía 18 meses de 20 dias cada mais 5 dias, considerados dias de azar, totalizando 365 dias.

O calendário religioso era conhecido como tzolkinNele havia 20 semanas de 13 dias cada. A junção dos dois calendários criava um período cíclico que se estendia durante 52 anos. Esse sistema de calendário maia é bem semelhante ao sistema de calendário dos astecas. Em virtude desse complexo sistema de calendário, os maias também possuíam amplos conhecimentos em Astronomia.

Além disso, os mais desenvolveram um sistema próprio de escrita, os chamados hieróglifosaté hoje quase indecifrável. Decerto, baseava-se na representação de objetos e ideias.

Religião dos maias

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Fonte: Toda matéria

Inegavelmente, a religião tinha uma extrema importância para os maias. Pois acreditavam que o destino era regido pelos deuses. Então, por isso a religião esteve sempre presente em todas as atividades culturais do povo. Além de fazer parte do cotidiano da população. Decerto, eles acreditavam em mais de um Deus, portanto eles eram politeístas.

Inegavelmente, assim como outros povos mesoamericanos, consideravam que os seus deuses habitavam em um local chamado Tamoanchan, um paraíso mitológico. Alguns dos deuses maias que podem ser citados são Itzamná, o deus criador do Universo; Ix Chel, a senhora do arco-íris; Kinich Ahau deus Sol, entre outros. Muitos outros deuses Hunab Ku e Chac eram entendidos como outras manifestações de Itzamná

Esse povo acreditava que os acontecimentos do mundo natural eram regidos por forças espirituais e pelo poder dos ancestrais. Além disso, pensava-se que os locais da natureza eram locais sagrados.

Por exemplo, as cavernas eram enxergadas como portas para o mundo sobrenatural e eram lugares nos quais uma série de rituais eram realizados. Sempre haviam cerimônias que incluíam danças e representações teatrais para divindades, onde eram oferecidos diversos alimentos, sacrifício de animais e de humanos.

Rituais sagrados

Decerto, dentro da religião maia, julgava-se que os sacrifícios humanos eram importantes para garantir que os deuses estivessem satisfeitos e garantissem o funcionamento do universo. Certamente, as formas mais comuns de sacrifícios eram a decapitação e a retirada do coração enquanto a pessoa estivesse viva. Para esses sacrifícios, eles usavam prisioneiros de guerra e pessoas que entregavam-se voluntariamente ao sacrifício.

O rei formava milícias para aprisionar guerreiros de cidades vizinhas para sacrificá-los. Decerto, visavam principalmente, a guerreiros de alto nível e a governantes. Isso porque capturar guerreiros conhecidos de outras cidades traziam grande prestígio para o rei responsável pela captura.

As cerimônias religiosas dos maias também eram marcadas pelo consumo de substâncias alucinógenas. Uma das bebidas alucinógenas era o balche, composta por bebida alcoólica feita de mel, cascas de árvore e cogumelos alucinógenos. Os rituais de transe, por sua vez, eram restritos à elite da sociedade.

Crise da civilização Maia

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Fonte: Super interessante

A civilização maia viveu seu auge durante o período entre 250 d.C. e 900 d.C. Nesse período, esse povo realizou um grande número de construções, e a população que habitava a região alcançou seu pico. A partir do século IX começou o declínio lento e contínuo da civilização maia, levando ao seu desaparecimento.

Esse período de declínio é conhecido como Período Pós-Clássico. Decerto, alguns estudiosos acreditam que pode ter sido devido às guerras, lutas internas, invasões e a má administração em relação à exploração da terra. Certamente, o esgotamento do solo teria tornado a produção insuficiente para às necessidades de consumo e obrigado os maias a abandonarem suas principais cidades.

Essas pessoas mudaram-se para outros locais da Mesoamérica em busca de melhores condições para viver. Com isso, grande parte das cidades maias foram abandonadas e, quando os europeus chegaram à Mesoamérica, encontraram essas cidades total ou parcialmente vazias.

O que se afirma, com certeza, é que quando os espanhóis chegaram à América, a civilização maia não existia mais.

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