Autoeuropa não vai renovar o vínculo com cerca de 120 trabalhadores, diz sindicato

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O Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul (SITE Sul) revela que a VW Autoeuropa se prepara para não renovar o vínculo com cerca de 120 trabalhadores contratados a prazo. Uma medida que o sindicato afirma não aceitar e que já pediu uma reunião com a administração que está marcada para 23 de setembro.

“O SITE Sul não aceita que a VW Autoeuropa se prepare para não renovar o vínculo com cerca de 120 trabalhadores contratados a prazo, quando a fábrica lhes dá formação e toma outras medidas a prever aumento da produção. O sindicato comenta ainda o surgimento de um caso de Covid-19”, avança o sindicato, dando conta de que a contestação do despedimento foi nesta quinta-feira, 17 de setembro, divulgada aos trabalhadores, num comunicado distribuído esta tarde na empresa.

Segundo o SITE Sul foi pedida uma reunião com a administração, que está marcada para dia 23 de setembro.

Sinais contrários, diz sindicato

O SITE Sul revela que, tal como a sua Comissão Sindical na VW Autoeuropa, foram confrontados com o facto de haver trabalhadores contratados a prazo, maioritariamente da área das carroçarias (body), que foram informados pela empresa de que não iria renovar os seus contratos de trabalho, nem os iria passar a efectivos.

“Mas esta comunicação contraria a prática mais recente da empresa”, diz o SITE Sul, recordando que “a administração retomou o horário AE19, após a paragem das férias de Verão, argumentando que é preciso recuperar a produção do T-ROC e salvaguardar o emprego”.

“Já sabia que o modelo Sharan/Alhambra ia ter uma quebra até final de 2020. Mas agora, a justificar este despedimento, invoca uma redução da produção, com a intenção de pôr na rua cerca de 120 trabalhadores contratados a prazo, que estão a ganhar formação e que serão necessários no futuro, para dar continuidade aos bons resultados desta unidade fabril de referência no sector automóvel”, realça o SITE Sul.

Acrescenta ainda que face à retoma do horário AE19, à desmarcação de dias de férias colectivas (3 e 4 de Outubro) e ao recurso a trabalho extraordinário já anunciado para o feriado (5 de Outubro) devido ao aumento da produção, “nada justifica o despedimento, a não ser o aumento do lucro à custa do sacrifício dos trabalhadores e respectivos postos de trabalho, porque os ritmos trabalho continuam a ser intensos e inaceitáveis, degradando ainda mais a saúde dos trabalhadores que ficam nas linhas de produção”.

O sindicato contesta ainda o facto de a administração com o apoio do Governo e a pretexto da pandemia de Covid-19, ter recorrido ao lay-off simplificado. “Serviu-se da Segurança Social, contribuindo para a sua descapitalização, recorrendo ao lay-off simplificado (com dinheiro dos trabalhadores) e usufruiu dos benefícios dados para situações de crise empresarial. Mas agora quer deixar estes trabalhadores no desemprego, num contexto social altamente complexo, depois de eles terem contribuído para o sucesso da empresa”, conclui.

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