“Aquilo que deve ser o nosso objetivo é o reforço da classe média”, diz Rui Rio

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Reforçar a classe média e alargá-la aos mais desfavorecidos. Este é um princípio que Rui Rio considera ser basilar naquela que deve ser a estratégia a seguir pelo país nos próximos anos e em concreto no que se refere à aplicação dos fundos europeus que aí veem. “A estratégia não deve ser atenuar as dificuldades que os menos desfavorecidos passam, mas reforçar a classe média“, assumiu o presidente do PSD na apresentação, este domingo, do programa estratégico do partido para a aplicação dos fundos europeus.

Rui Rio falava depois de Joaquim Miranda Sarmento ter apresentado as linhas desse plano estratégico, que segundo explicou o presidente do Conselho Nacional Estratégico (CNE) do PSD deve ser assente em 15 prioridades de políticas públicas de quatro pilares estratégicos: competividade, empresas e digitalização; desenvolvimento humano; sustentabilidade e tecnologia; e setor público. Prioridades estas que consideram a aplicação não só os fundos do plano de resiliência (15,3 mil milhões de euros), mas também os valores indicativos para o próximo quadro comunitário 2020/2030.

Relativamente ao fundo de resiliência em concreto, Rui Rio começou logo por destacar a forma positiva como a União Europeia (UE) o conseguiu fechar. “Impõe-se ao PSD dizer que a UE cumpriu o seu papel” afirmou, acrescentando que se tratou de “um passo absolutamente decisivo”.

O líder do PSD alertou, contudo, para a urgência em torno da aplicação do dinheiro que vem de Bruxelas. “Todo este dinheiro tem de ser usado num curto prazo de tempo” e “ou é utilizado com alguma rapidez ou perde alguma da sua eficácia”, disse, lembrando ainda que “aqueles que vão pagar a fatura vão ser os mais novos”.

E por isso, salientou o presidente do PSD, “o combate às alterações climáticas faz todo o sentido”, no quadro de sustentabilidade futura. “O grosso desta fatia tem de ser aplicado numa visão de longo prazo”, afirmou.

Uma visão de longo prazo onde Rui Rio destacou como “aspeto fundamental” o reforço da classe média. “Temos um salário médio muito baixo e uma classe média pequena”, afirmou acrescentando que “a estratégia não deve ser atenuar as dificuldades que os menos desfavorecidos passam, mas reforçar a classe média”.

“Não me incomoda nada que um jovem quando sai da faculdade entre a ganhar um salário baixo ou quando tem um segundo salário baixo. Começa a haver problema quando o seu terceiro salário é baixo”, referiu, apelando à necessidade de “mais emprego e melhor emprego acima de tudo”.

O líder do PSD sublinhou ainda a necessidade de melhorar os serviços públicos. “Precisamos de melhorar os serviços porque são essenciais para os cidadãos e para a competitividade da economia”, rematou a esse propósito.

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