APMGF diz que os centros de saúde são essenciais no combate à pandemia

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Para a associação, o trabalho dos médicos de família tem sido essencial no acompanhamento ambulatório de doentes covid, bem como para a retoma de consultas. “Os médicos de família mostram estar à altura do compromisso assistencial e têm sido imprescindíveis neste momento tão difícil para a sociedade portuguesa e para o Serviço Nacional de Saúde”.

Em comunicado, a APMGF sublinha que as estatísticas divulgadas pelo Portal do SNS apontam para um aumento registado entre abril e junho deste ano, em consultas programadas e não programadas nas unidades de saúde dos cuidados de saúde primários (CSP). “As consultas não programadas passaram de 540.356 em abril para 890.390 em junho e as consultas não programadas subiram de 1.472.596 para 1.601.039.”

“É importante também verificar que, segundo a mesma fonte, o número total de consultas realizadas nos CSP foi de 14.664.617 no primeiro semestre de 2020, sendo que esse valor em período homólogo de 2019 foi de 15.552.848 consultas, ou seja, verificou-se apenas uma redução de 5,7% no total de consultas realizadas entre os dois períodos homólogos.”

No entanto, a APMGF admite que existe grandes falhas nos serviços de atendimento a doentes covid e não-covid, justificando que “os recursos materiais, como centrais telefónicas, equipamentos informáticos e o sistema de informação ainda em desenvolvimento são ainda insuficientes”. Estas dificuldades conhecidas e sentidas “por profissionais e utentes e afetam os CSP”.

“Devido ao destacamento de colegas para ajudar nos inquéritos epidemiológicos na região de Lisboa, ou nas Áreas Dedicadas à Covid-19 na Comunidade, a escassez de recursos está a tornar-se ainda mais sentida nestas unidades de saúde, agravando as já existentes e conhecidas assimetrias regionais”, acrescenta.

A APMGF considera necessário e urgente “fazer um investimento inequívoco nos centros de saúde”, de maneira a conseguir recuperar o atraso imposto pela pandemia nas unidades de saúde.

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