Alimentação e exercício são as formas de prevenir o infarto

O infarto é uma das causas de morte mais frequentes em todo o mundo. No Brasil, não é diferente. Além do alto risco, um episódio exige acompanhamento e mudanças do estilo de vida, o que não é fácil. Por isso, o melhor é prevenir o infarto.

De acordo com o cardiologista Carlos Alberto Pastore, afirma que a faixa etária de risco vem caindo nos últimos anos. “Antes, quando entrava no Incor um paciente com 40 ou 50 anos, a equipe médica se surpreendia, porque o infarto acontecia, em geral, depois dos 60. Hoje, no entanto, é rotina atender casos de infarto em pessoas mais jovens”, destaca.

Pessoalmente, dou muita ênfase aos hábitos alimentares, à redução das atividades físicas e aos efeitos nocivos do estresse.

Em entrevista ao portal do doutor Drauzio Varella, o cardiologista explica que algumas condições de vida do homem moderno contribuíram para acelerar esse processo. “Pessoalmente, dou muita ênfase aos hábitos alimentares, à redução das atividades físicas e aos efeitos nocivos do estresse”, diz Pastore.

O médico ressalta a importância das dietas equilibradas e destaca a necessidade de conhecer as propriedades nutricionais de cada alimento e a de criar hábitos saudáveis de alimentação desde a infância.

“Dieta não é para uma semana, é para a vida toda. Por isso, não pode ser sinônimo de privação e sacrifício. Se comermos nas proporções e horários adequados, quase nada é proibido”.

Dieta não é para uma semana, é para a vida toda.

Outra dica de Pastore é consumir a maior parte das calorias na primeira parte do dia, porque o metabolismo fica mais lento à noite.

Desse modo, o aconselhado é alimentar-se bem no início do dia, período de atividades mais intensas e, consequentemente, de maior queima de energia.

Além disso, ingerir açúcar rápido (pão, macarrão, massas, doces) à noite duplica a absorção e engorda. De acordo com o médico, o ideal seria comer verduras, legumes, frutas, fibras e, talvez, algum grelhado.

Exercício físico pode prevenir o infarto

De acordo com Pastore, todos os trabalhos científicos publicados recentemente na área da Cardiologia moderna são unânimes em reconhecer que, para o coração, nada supera os benefícios da atividade física regular.

Segundo ele, estudos realizados nos Estados Unidos demonstram que as pessoas devem fazer exercícios quatro vezes por semana durante meia hora, ou andar durante uma hora, sem exageros, mas com regularidade.

“Indivíduos idosos, que já adotaram essa conduta, têm melhor qualidade de vida. Provavelmente viverão mais dez anos do que viveriam se fossem sedentários”, explica o médico.

Emoções também têm impacto na saúde do coração

Quando se fala em prevenir o infarto, a preocupação imediata recai sobre a hipertensão, os níveis elevados de colesterol, os malefícios do fumo.

Pastore destaca, no entanto, que muitos se esquecem dos efeitos negativos dos fatores emocionais sobre os males do coração.

“Foi constatado que, em muitos casos, estados depressivos antecediam os infartos, sugerindo que, se a pessoa baixar a guarda, a probabilidade de um futuro infarto aumenta. Por isso, a depressão passou a ser vista como fator de risco tão importante quanto o colesterol, a pressão alta ou o cigarro”.

Ele ressaltou ainda que já há uma proposta de tratamento que poderia ser chamado de alternativo, porque se baseia, principalmente, em dieta e meditação.

“Hoje, ninguém mais contesta a importância de estar atento ao lado emocional dos pacientes, antes e depois do infarto, porque a depressão custa a desaparecer. Indivíduos que tiveram um infarto ou foram revascularizados necessitam de suporte psicoterápico e familiar, pois costumam evoluir melhor aqueles que recebem cuidados e carinho das pessoas que o cercam”.

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